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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Resenha: A última música

Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Ano: 2010
Onde comprar: Submarino / Saraiva
Classificação: (4/5)

Sinopse: Aos dezessete anos, Verônica Miller, ou simplesmente Ronnie, vê sua vida virada de cabeça para baixo, quando seus pais se divorciaram e seu pai decide ir morar na praia de Wrightsville, na Carolina do Norte. Três anos depois, ela continua magoada e distante dos pais, particularmente do pai. Entretanto, sua mãe decide que seria melhor para os filhos passarem as férias de verão com ele na Carolina do Norte. O pai de Ronnie, ex-pianista, vive uma vida tranquila na cidade costeira, absorto na criação de uma obra de arte que será a peça central da igreja local. Ressentida e revoltada, Ronnie rejeita toda e qualquer tentativa de aproximação dele e ameaça voltar para Nova York antes do verão acabar. É quando Ronnie conhece Will, o garoto mais popular da cidade, e conforme vai baixando a guarda começa a apaixonar-se profundamente por ele, abrindo-se para uma nova experiência que lhe proporcionará uma imensa felicidade – e dor – jamais sentida. Uma história inesquecível de amor, carinho e compreensão – o primeiro amor, o amadurecimento, a relação entre pais e filhos, o recomeço e o perdão – A ULTIMA MÚSICA demonstra, como só Nicholas Sparks consegue, as várias maneiras que o amor é capaz de partir e curar seu coração.


O que dizer? A sinopse já diz tudo! O livro conta a história de Ronnie, e toda a sua revolta, sua dificuldade em perdoar o pai, sua difícil adaptação em uma cidade diferente, tendo que enfrentar pessoas novas, vivendo o primeiro amor, amadurecendo...
Os livros do Nicholas são sempre reais, com personagens de carne e osso, que passam por situações cotidianas que todos nós estamos sujeitos a passar, com nada de sobrenatural, literalmente, e é por isso que acho que no fim suas histórias são tão fascinantes. Com "A última música" não foi diferente, ele conseguiu falar sobre coisas comuns da vida como separação, traição, brigas com maestria. Tratando dos temas sem ser clichê, dando o drama e o romance na medida certa. (Um ponto para o tio Sparks).Ele não precisou de seres mirabolantes para me fazer interessar pela história, diferentemente de muitos livros atualmente que apelam para esse lado para prender o leitor (Outro ponto para Sparks).

O início foi meio parado e eu me perguntei: "Vai ser assim? Monótono, com esses personagens meia-boca dando o ar da graça a toda hora?" Ronnie também não era a personagem mais agradável do mundo, mimada, batendo o pé e gritando que tinha a razão e ponto. Incapaz de enxergar além. Eu fiquei imaginando ela uma garota alá Avril Lavigne revoltadinha e egocêntrica. Steve foi paciente demais com ela! Marcus, Blaze,foram parte da trama mas poderiam ter passado despercebidos, não tiveram uma real importância, não sei mais o que falar sobre eles. Achei apenas irrelevantes. Will cumpre bem seu papel de namorado, é um típico mocinho: bonito, rico, legal. (Ronnie não o merecia!) mas mesmo assim eu fiquei esperando para descobri qual o verdadeiro "foco" da história.

A partir de determinado momento, o livro dá um salto, fica mais rápido e eu fui descobrindo, descobrindo,conhecendo o que estava por trás da revolta da Ronnie, entendendo o lado de seu pai: Steve. Que belo homem. Se todos os pais fossem como ele... E é nesse ponto que a narrativa em terceira pessoa joga do nosso lado, alterando entre o ponto de vista de várias personagens, então fui desvendando cada um. É aí que Ronnie caí em si, e percebe o que ela se esforçava para não ver. Que precisava mudar. Chorei feito uma condenada do meio para o final e aquele: "Dê valor as pessoas enquanto elas estão ao seu lado" martelou na minha cabeça.

É impressionante como o autor falou sobre Deus sem polêmicas, de forma ao mesmo tempo leve e intensa. Lindo, lindo, lindo. Criou uma história perfeita. (Pelo menos para mim.) Então por fim acho que encontrei o foco do livro: O amor: de pai, de namorado, de irmão, amigo e de Deus. Com uma história humana, sobre erros, acertos,cheia de lições, falando sobre superação, amadurecimento, em querer ser melhor, A última música me tocou como poucos livros me tocaram.Algumas coisas me incomodaram como já citei, por isso dei nota 4, mas mesmo assim essa é para mim, a grande obra prima de Nicholas Sparks, prefiro mil vezes a Querido John. Recomendo, quem ainda não leu, leia, um livro para ler, reler e refletir e sempre se emocionar.

"A vida, entendeu, era bem parecida com uma música.
No começo há mistério, e no final, confirmação, mas é no meio que reside a emoção e faz com que a coisa toda valha a pena. (...)
Finalmente, havia entendido que a presença de Deus está em todo lugar, em todos os momentos e é sentida, em um momento ou outro, por todas as pessoas. (...)
Deus, entendeu subitamente, era o amor em sua mais pura forma.
"

Pag. 369

5 comentários:

  1. Ahn, que lindo! Parece um livro maravilhoso, mesmo. Às vezes os livros do Nicholas começam parados, para depois entrar naquele ritmo rápido que não te deixa parar de ler. Estou doida com este livro, ótima resenha :D Beijos,

    Rachel Lima
    http://etcoetra.blog.br

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  2. Esse livro é lindíssimo mesmo, também chorei feito uma condenada, acho incrível a transformação das personagens ocorridas por causa do amor, o que sempre acontece nos livros de Sparks.
    O livro é comovente mesmo, como você enfatizou ^^
    Beijos!

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  3. Queria bastante ler esse livro. Deve ser mesmo mto bonito. Já o filme, gostei muito, não dá p/ não se emocionar com a história.

    http://escrevendoloucamente.blogspot.com

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  4. Parabéns pela resenha Geovanna! Já li A Última Música e amei! Chorei litros com esse livro. Beijos!

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