Menu

sábado, 24 de março de 2012

Resenha: Para sempre

Autores: Kim e Krickitt Carpenter
Editora: Novo Conceito 

Ano: 2012
Onde comprar: Submarino - Saraiva
Classaficação: (2/5)

Sinopse:A vida que Kim e Krickitt Carpenter conheciam mudou completamente no dia 24 de novembro de 1993, dois meses após o seu casamento, quando a traseira do seu carro foi atingida por uma caminhonete que transitava em alta velocidade. Um ferimento sério na cabeça deixou Krickitt em coma por várias semanas. Quando finalmente despertou, parte da sua memória estava comprometida e ela não conseguia se lembrar de seu marido. Ela não fazia a menor ideia de quem ele era. Essencialmente, a "Krickitt" com quem Kim havia se casado morreu no acidente, e naquele momento ele precisava reconquistar a mulher que amava.


A história narrada nesse livro é a história real de vida do casal Kim e Krickitt Carpenter. Somente por esse fato, já olhamos essa história com outros olhos e tentamos ficar imaginando a dor que essas duas pessoas passaram. Entretanto, não é por ser um relato de uma história de vida que Kim Carpenter tem talento como autor, pois, na minha opinião, o livro é totalmente sem emoção. Narrado de modo como se só estivesse contando uma simples história e não uma história de superação de vida.

Os pouquíssimos diálogos que o livro apresenta não contribuem em nada para o enriquecimento da narrativa, uma vez que a mesma só se baseia, em 90% do tempo, em uma narração monótona do autor. Kim e Krickittviram suas vidas virarem de cabeça pra baixo após um acidente de carro que mudou e marcou a vida dos dois para sempre. É quando Krickitt perde sua memória devido a um ferimento na cabeça e se esquece de sua vida e, principalmente, de que era casada com Kim, a quem acreditava ser sua alma gêmea.

Esse livro tinha todo o arcabouço necessário para ser um livro extremamente emocionante, daqueles de arrancar lágrimas do leitor a cada página virada. Porém e infelizmente não é isso o que acontece. Kimsomente se ateve a narrar os fatos como se fosse um expectador da história e não um personagem principal. Sua narrativa é maçante, sem diálogos e sem emoção... Quase como se ele tivesse contando uma história corriqueira.

Se você conseguir se desligar dessa narrativa pobre e somente ligar-se ao fato de que aquilo que você está lendo aconteceu de verdade, com certeza irá sentir algo mais. Mas esse esforço tem que vir de si mesmo, já que não podemos contar com uma emoção por parte do autor em nos transmitir sua vida. Existem momentos em que o livro chega a ser um pouco forçado, na minha opinião, onde Kim tenta passar a todo momento uma imagem de bom moço por falar só superficialmente dos problemas e brigas que enfrentava depois do acidente. Em nenhum momento nos deparamos com uma pessoa em conflito com si mesma e com aquela situação em que foi jogado. Em nenhum momento vemos Kim perder a cabeça, ter dúvidas se era aquilo mesmo que ele queria para sua vida... Enfim, sucumbir a esses sentimentos tão humanos e tão normais.

O final do livro, pra mim, deixou a desejar. Uma vez que o autor se preocupou mais em narrar como a mídia entrou na vida do casal, do que como Krickitt aos poucos se recuperava do acidente. Ao final de tudo, tive a impressão de que Kim estava tentando promover o filme que contará a história do dois e que terá o mesmo nome do livro. Enfim, talvez eu tenha sido um pouco dura e crítica demais nessa resenha. Contudo, acho que uma história real dessas merecia muito mais emoção e dedicação do que o autor teve para com esse livro.

                                     Resenha de: Priscilla Duhau 

5 comentários:

  1. Parabéns pela resenha Priscilla! Estou ansiosa para ler Para Sempre! Beijos!

    http://www.newsnessa.com/

    ResponderExcluir
  2. EU QUERO LER A TEMPOS kkkk


    http://sweetdremss.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  3. Eu gostei muito do livro, mas concordo que o final poderia ser um pouquinho diferente.
    Bjs, Rose.

    ResponderExcluir
  4. Ah Priscilla, realmente foi duríssima! Fiquei chateada de pensar que um livro com uma história tão boa tenha tido uma fraca narração, compreendo a sua revolta quanto a esse fato, eu também ficaria assim!

    ResponderExcluir
  5. *Cataploft* <- Eu caindo da cadeira, Priscila!
    Que pena que você não gostou.
    Mas acho que te entendo. Eu imaginava que isso fosse acontecer pelo fato da capa aparentar um romance. Acho que foi um equivoco da editora, ela deveria ter enfatizado que o livro se tratava de uma biografia. :/ Quem não gosta do gênero acaba se decepcionando.
    Para mim foi uma grata surpresa, porque a leitura fluiu mais rápido. Foi uma das melhores leituras deste mês de março.
    Mas gostei da sua sinceridade.
    Beijos.
    :)

    ResponderExcluir