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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Resenha: A linguagem das flores

Autor: Vanessa Diffenbaug
Editora: Arqueiro
Ano: 2011
Onde comprar: Saraiva
Classificação: (4/5)

Sinopse:Victoria Jones sempre foi uma menina arredia, temperamental e carrancuda. Por causa de sua personalidade difícil, passou a vida sendo jogada de um abrigo para outro, de uma família para outra, até ser considerada inapta para adoção. Ainda criança, se apaixonou pelas flores e por suas mensagens secretas. Quem lhe ensinou tudo sobre o assunto foi Elizabeth, uma de suas mães adotivas, a única que a menina amou e com quem quis ficar... até pôr tudo a perder. Agora, aos 18 anos e emancipada, ela não tem para onde ir nem com quem contar. Sozinha, passa as noites numa praça pública, onde cultiva um pequeno jardim particular. Quando uma florista local lhe dá um emprego e descobre seu talento, a vida de Victoria parece prestes a entrar nos eixos. Mas então ela conhece um misterioso vendedor do mercado de flores e esse encontro a obriga a enfrentar os fantasmas que a assombram. Em seu livro de estreia, Vanessa Diffenbaugh cria uma heroína intensa e inesquecível. Misturando passado e presente num intricado quebra-cabeça, A linguagem das flores é essencialmente uma história de amor – entre mãe e filha, entre homem e mulher e, sobretudo, de amor-próprio. 


Victoria é uma orfã temperamental que nunca parou em nenhum lar adotivo.Na última tentativa de conseguir um lar, aos 10 anos ela é adotada por Elizabeth, uma mulher solitária que pouco a pouco vai conquistando seu amor e confiança. Enfim, ela decide ficar ao seu lado, morando em sua fazenda, cercada por uvas e flores, isso até cometer um  erro que mudaria sua vida. Com 18 anos, carregando uma enorme culpa, é emancipada. Longe dos abrigos ela tem de sobreviver sozinha. É quando consegue emprego em uma floricultura, onde com seu talento com as flores, tudo ensinado por Elizabeth, mais precisamente com a linguagem das flores faz toda a diferença. Um dia, enquanto trabalha, conhece um vendedor de flores, Grant e com ele as portas do passado começam a se abrir, amor, dor, perdão se misturam e ela começa a entender que tem de enfrentar seus fantasmas...


Doçura e uma terrível amargura me invadiram ao terminar A linguagem das flores. E não poderia ser diferente, essas sensações se arrastaram por toda a leitura desse livro extremamente dramático, forte. De partir o coração? Sim. Mas nada exagerado, digno de novelas mexicanas, chulo. Tudo na medida, livre de floreios, pura vida real e por isso, tão tocante, da primeira á última letra, fácil de se identificar. Acredito que no fundo, todos temos dentro de cada um de nós um pouco dos personagens, Victoria, Grant, Elizabeth, Renata. Cheios dilemas, dores, traumas, pessoas de carne e osso, com passados, histórias, com medos, sonhos.


Victoria é uma protagonista marcante. Me lembrou a Hilary de Caleidoscópio, uma de minhas personagens favoritas que tenho convicção, nunca esquecerei. Ambas órfãs, abandonadas á própria sorte, solitárias, que se acham incapazes de amar. A diferença é que Hilary precisava perdoar o mundo, aquele que lhe tirou os pais, as irmãs, a dignidade, o mundo que matou a criança inocente que um dia ela fora. Já Victoria  necessita do perdão, dos outros e de si mesma. Luta para se perdoar mas por vezes os fantasmas do passado vencem. É incrível como a culpa altera, abala seu psicológico e tem influência em seus atos. Victoria Jones, amor e ódio!  Por vezes me comovi com seu drama em outras  a odiei totalmente. Nenhum tipo de mocinha heroica, apenas, humana, falha, e acima de tudo, alguém que merece a felicidade. O difícil é ela fazer ela entender isso. Os capítulos se alternam entre o passado com Victoria vivendo com Elizabeth na fazenda e o presente, já com 18 anos. Isso contribui para que o leitor crie vínculos com a personagem, a entenda e vá compreendendo a estória, vá desvendando seus mistérios.


A linguagem das flores emana sensibilidade e realidade, fala da vida, dando ênfase nos recomeços, na capacidade de perdoar e ser perdoado. Bem escrito, simples, singelo, com poucos personagens, todos complexos, marcantes, indispensáveis. Ainda há a linguagem das flores que confere á estória uma delicadeza e um frescor sem igual. Meigo e profundo, o livro me conquistou, as pouco menos de 300 páginas  mexeram comigo, me fizeram refletir sobre vários temas, como o abandono e me trouxe lições: nunca é tarde para mudar, ninguém é ruim demais a ponto de não merecer o perdão e o amor, a vida é um eterno recomeço e principalmente provou a frase escrita na capa: " Qualquer pessoa pode ser transformar em algo belo." Leiam, lindo Sou suspeita para falar, pois amo livros do gênero mas leiam é lindo. É tudo que digo.

7 comentários:

  1. Que resenha perfeita! Acho que deve ser umas das primeiras que leio sobre esse livro e me encantou, parece ser bom demais mesmo.!

    Beijo,
    Lariane - www.leiturasedevaneios.com.br

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  2. Adorei a resenha, vamos ver se gostarei do livro.
    Beijos

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  3. Gi, eu amo a maneira poética como você escreve suas resenhas!
    São sempre dotadas de sentimento, intensidade, sensibilidade. Eu amo isso!
    O livro parece ser sua cara! Difícil resistir ao gênero favorito né?
    Quero ler! Parece ser tocante e reflexivo, o que eu também amo!
    Beijão minha flor!

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  4. Gi, eu amo a maneira poética como você escreve suas resenhas!
    São sempre dotadas de sentimento, intensidade, sensibilidade. Eu amo isso! [2]

    Geovanna que resenha perfeita!
    Eu sempre achava a capa desse livro sem graça e nunca lia nada sobre ele! Mas fiquei com muita vontade(muita mesmo) depois de ler sua resenha!
    beeijo!
    Brenda Lorrainy
    www.cataventodeideias.com

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  5. Adorei a sua resenha! Você escreve muito bem e poxa, me deu mais vontade ainda de ler o livro.

    Abraços.

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  6. Obrigado gente! Mas apenas falei a verdade! O livro vale muito apenas, simples mas muito belo! Quem tiver realmente com vontade de ler, não perca tempo! Vale o dinheiro!!

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  7. Um livro, como tu disses que emana sensibilidade, eu adoro livro assim. Tô doido pra ler! Ótima resenha querida!
    Leituras Vivas

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