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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Resenha: O jardim secreto de Eliza

O Jardim Secreto de ElizaAutor: Kate Morton
Editora: Rocco
Ano: 2009
Páginas: 554
Onde comprar: Submarino - Saraiva 

Sinopse: 2005, Brisbane, Austrália. Cassandra recebe uma herança inesperada da avó, Nell O’Connor, que a criara. A jovem, então, parte para a mesma região da Inglaterra onde Nell se aventurara décadas atrás em busca de suas raízes. Lá, em meio a um chalé em ruínas e um jardim cheio de segredos, ela encontra a trágica verdade sobre os Mountrachet e a escritora Eliza Makepeace, que sua avó conhecia tão somente como a Autora. Ligando os pontos das histórias dessa mulher e da aristocrática família que habitou a mansão Blackhurst, revirando segredos de família é que Cassandra entenderá por que a tanto tempo atrás, em 1913 uma menina de quatro anos, foi deixada à própria sorte no início do século XX num porto australiano e, assim, desvendar suas próprias origens.

 1913. Uma menininha é encontrada perdida em um porto da Austrália, confusa, sozinha, carregando apenas uma mala com um livro de conto de fadas. Após tentar descobrir a identidade da garotinha, um funcionário do lugar comovido, acaba levando-a para morar em sua casa, fazendo dela a filha que ele e a esposa nunca tiveram.  Ai tem início uma misteriosa história que percorre gerações, a história de uma jovem escritora do início do século XX e de uma mulher em busca de suas origens, uma trama mágica, sombria, que vai da Austrália até a Inglaterra, invadindo mansões vitorianas e seus terríveis segredos de família...

Kate Morton presenteia o leitor com uma rica e misteriosa história, narrada em três tempos, começando em meados de 1900 onde conhecemos a órfã Eliza Makepeace e sua sofrida infância, passando para 1975 quando Nell parte para a Inglaterra  e começa a desvendar sua verdadeira história e em 2005 com Cassandra, neta de Nell, que continua a investigação após a morte da avó. Os capítulos são intercalados e essa mudança de épocas pode gerar confusão mas é a partir daí que pouco a pouco vemos uma inesperada e complexa trama se desenvolver. A autora vai dando pistas prendendo e instigando o leitor que vira detetive e tenta desvendar o quebra cabeça que é essa história perdida que ultrapassa séculos!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Resenha: Divergente

DivergenteAutor: Veronica Roth
Ano: 2012
Editora: Rocco Jovens Leitores
Onde comprar: Submarino - Saraiva
Classificação: (5/5)


Sinopse: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Em meio a uma Chicago do futuro, divida em facções ( grupos que separam os moradores a partir de virtudes )  Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição, Beatrice tem 16 anos e é chegada a hora de traçar seu caminho. Ela deve escolher sua própria facção,  uma escolha para toda a vida, complicada, ainda mais para uma filha de pais abnegados. Beatrice fica dividida entre deixar tudo para trás ou continuar com sua vida na Abnegação, tendo  o amor e aprovação dos pais. Durante a cerimônia, indecisa ela acaba fazendo uma escolha arriscada e surpreendente. A partir daí, ela entra em um mundo cheio de desafios e aventuras. Diferente de tudo que ela já tinha conhecido. Agora ela não é Beatrice, e sim Tris, uma nova pessoa. Seu primeiro objetivo é  sobreviver a iniciação em sua nova facção, o que Tris não sabe é que o pior ainda está por vir, um terrível destino a espera.

Divergente nos apresenta um universo futurístico fantástico. Super inteligente e interessante. As pessoas são divididas em facções. Os que se identificam com a sinceridade até as últimas consequências vão para a Franqueza, amantes do estudo escolhem Erudição, da mesma forma que os escolhem se doar em prol do próximo vivem na Abnegação. É dessa forma que a sociedade é controlada. Resumindo seres humanos complexos em cinco virtudes, características. A dominação é forte, porém quase ninguém a sente, pois ao serem inclusos em facções todos são levados a pensar, agir de um único modo. A personalidade própria de cada um é deixada para trás. Pura alienação. 

A narrativa é eletrizante, adentramos nesse mundo incerto e vamos desvendando-o junto a Tris que é sem dúvidas uma personagem forte. Me lembrou muito Katniss. Tal como a heroína de Panem, Tris é corajosa, decidida e durona. Nada a detém. É legal como ao entrar na facção Tris luta constantemente contra si mesma, porém ela não se encaixa, é diferente. Prova que a ideia das facções é furada! Quatro é outro bom personagem, pé no chão. Os dois rendem romance no livro, que é convincente, natural. Diferentemente de outras histórias o romance não é colocado no centro da história ( como em JV ). Ele apenas acontece em meio a tensão, aos acontecimentos bombásticos, o que é fenomenal. Aqui é distopia de verdade baby!

Divergente como toda boa distopia me divertiu e me fez pensar. Apesar do mundo do livro ser futurístico e parecer estar longe de nós a meus olhos é como que uma paródia de nosso mundo. Assim como Tris luta para se encaixar em sua facção, anulando-se, as pessoas do século XXI se esquecem de si mesmas, suas opiniões e seguem a massa, aquilo que a sociedade impõe. O tipo de corpo, o estilo musical, o comportamento, tudo. Sem ver que no fundo são meros brinquedos nas mãos dos grandes. A verdade é que ambos mundos são moldados a partir da vontade do poder. Outra reflexão que fiz é sobre a divisão das facções. No livro fica claro o óbvio, guerras, maldades, ambição, toda a natureza humana é impossível de ser bloqueada através de facções. Sempre existirão. Não será reduzindo pessoas em virtudes que nosso ser, instintos desaparecerão. São as diferenças a beleza de nossa raça ( mesmo que causem inúmeros problemas. )

Divergente é jovem, eletrizante, surpreendente . Leva o leitor a reflexão, trazendo inúmeras e complexas mensagens, super atuais. Indico a todos e logo espero poder ler a continuação, Insurgente, que pelo final do primeiro já dá para ver é bombástico. Ano que vem deve ser lançado a adaptação cinematográfica! Com Shailene Woodley como Tris ( a fofa que vai fazer a Hazel de A culpa é das estrelas também ) Theo James como Quatro, Katy Winslet como Jeannine, Jai Courtney como Eric o filme promete, já que a história é promissora e super visual, ficará perfeita nas telonas!
     

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