Autora: Gemma Malley
Editora: Rocco Jovens leitores
Ano: 2009
Classificação: ( 5/5 ) ♥
" Sinopse: Futuro. Ano 2140. A Terra sofre com o superpovoamento. Medicações prolongam indefinidamente a vida das pessoas – uma ameaça ao equilíbrio do planeta. Porém o Pacto – proíbe a população de ter filhos, um ato eivado de egoísmo. Os pais de Anna desrespeitaram esta regra e, agora, ela é um fardo para a sociedade, um “Excedente”. E precisa compensar o erro de seus progenitores. Para ser um “Ativo Valioso” à sociedade, útil pelo menos – “o menos pior dos males” –, Anna é levada à Grange Hall, “lar” onde todos são gratos por suas vagas. Uma aparente bênção e salvação para quem não deveria nem existir. Contudo, ainda que nascer não tenha sido uma escolha, há um preço a ser pago, embora as crianças e jovens que vivam lá não compreendam estas “entrelinhas” – mais que punitivas, autoritárias – de cerceamento. Toda essa estrutura assim prosseguiria se um novo interno, Peter, não tivesse chegado a Grange Hall. O jovem conta para Anna das maravilhas da vida fora daqueles muros, do amor sem limites de seus pais e não dos seus “crimes”, e das terríveis consequências do Pacto. “Verdades” que a fazem questionar tudo aquilo em que sempre acreditou com tanta fé, abrindo seus olhos e de todos os demais detentos, e não internos, para a realidade. Logo Anna se verá engajada numa luta pela verdadeira liberdade, sua e de outros jovens. Nem “Excedentes”, nem mais “Ativos Valiosos” – apenas humanos..."
Li esse o livro á mais de dois anos, e ainda continuo o amando com todo o coração. Acidentalmente ele veio parar em minhas mãos e foi a primeira leitura que me cativou de fato e incentivou a continuar a ler. Meu recorde de leitura. 2 dias. Meu primeiro distópico, naquela época eu nem sabia da existência do gênero só sabia que Anna e sua triste sina me encantavam.
O pacto nos apresenta um mundo onde se vive eternamente, um tema delicado e de extremo interesse a todos. Afinal, nunca se buscou tanto o segredo da longevidade, as pessoas estão ávida em ficarem cada vez mais jovens e a população mundial só aumenta e os recursos naturais para abastecer toda esse gente só diminui. Uma hora o assunto virá a tona. A situação de O pacto é mais que possível. É assustador, mas a pura verdade. É interessante como no livro a sociedade dita as regras e as pessoas obedecem cegamente á elas. Tirando até sua liberdade de pensamento! O que me leva á reflexão: quantas vezes não somos induzidos a pensar de determinada forma? Nosso mundo hoje não é assim?
O que mais me emociona nessa história é justamente a descoberta da liberdade, física, mental. A chama que nasce no coração de Anna e tantos outros, um desejo antes desconhecido de ter vez, do seu próprio valor, a esperança que os move... Os personagens são todos espiciais á seu maneira. E se tem uma coisa que prezo numa leitura. São personagens marcantes... Anna é insegura, procura sempre agradar ( não é para menos) é uma boa pessoa apesar de tão judiada pela vida. Peter ( uma de minhas quedinhas literárias) é ação, doce, cheio de vida e ideais revolucionários. Juntos eles se completam, formam um dos melhores pares dos livros. Há ainda Mrs. Pincent, a amargurada diretora do Granger Hall que carrega uma surpreendente história...
O pacto, assim como os outros livros distópicos é brilhante, chocante e brutal. Com uma narrativa rápida, envolvente, personagens cativantes. A história é forte, trágica e ao mesmo tempo, sensível. Vem tratar dos avanços tecnológicos, do ser humano, a sociedade; suas falhas, liberdade, longevidade e principalmente a vida. É uma ótima leitura. Só penso que a autora poderia ter continuado a história, não tinha porquê parar aonde parou ( só me deixou mega ansiosa por saber o que vem a seguir!) Tenho a sensação que por isso faltou algo. Infelizmente, é uma trilogia, publicada pela Rocco aqui no Brasil que apesar de ter muito potencial não é tão lido como deveria, graças á falha divulgação da editora. Eu fico aqui, apaixonada pela história sofrendo sem a tradução do próximo volume, sem nem previsão para isso. Triste!
Só espero que agora com Jogos Vorazes nos cinemas as pessoas se voltem ainda mais ás distopias e enxerguem O pacto no meio delas. Que se deixem encantar por esse distópico assim como tantos outros já estão em seus corações. Essa é uma história que tem muito á oferecer. Recomendo. Fica o meu apelo. Leiam O pacto! Vale a pena!















