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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Resenha: E o vento levou...


Autor: Margaret Mitchell
Editora: Record
Ano: 1939 ... 2013
Onde comprar: Submarino - Saraiva

Sinopse: Um relato apaixonante sobre a guerra civil norte-americana, a aristocracia sulista que ela abala e transforma, e a coragem de uma mulher que nunca se deixou vencer. Conheça a linda e tempestuosa Scarlett O Hara e o irresistível Rhett Butler, que a ama ao longo de todas as suas provações. Conheça a doce Melanie, o honesto Ashley Wilkes e os muitos outros personagens que habitam a esplendorosa fazenda Tara. Leia a história de amor que já emocionou milhões de pessoas no mundo inteiro, imortalizada na tela pela beleza de Vivian Leigh e o charme de Clark Gable.
Geórgia, 1861. A linda e mimada Scarllet O´hara só quer saber de vestidos e todos os privilégios que seu mundo feito de imensas fazendas de algodão, bailes luxuosos e amizades seletas tem a oferecer. Mas tudo o que ela um dia conhecera começa a desmoronar: os rumores de uma guerra correm, sulistas exaltados se preparam para combater o norte e seus terríveis Ianques. Apesar disso sua vida corria bela e tranquila na proteção da fazenda Tara ao lado do pai irlandês, a mãe bondosa e as irmãs. Tudo muda quando sua paixão, Ashley, anuncia o noivado com a prima Melaine. Pela primeira vez ela se vê contrariada e revoltada, ela planeja impedir que esse casamento aconteça, é durante a festa do anuncio do noivado, no momento mais importuno ela conhece Reth Buttler, aquele que estaria ao seu lado durante todas provações do caminho, durante seus autos e baixos, enquanto Scarllet luta para crescer, enfrentar a dor e sobreviver aos horrores da guerra.

sábado, 7 de abril de 2012

Cantinho da Dani: Razão e Sensibilidade


Título: Razão e Sensibilidade
Autor: Jane Austen
Editora: Martin Claret
Número de páginas: 298
Ano: 1811 - 2009
Onde comprar: SubmarinoSaraiva
Classificação: (3/5)

Resenha: Razão e Sensibilidade (1811) é a história de duas irmãs - Elinor e Marianne, respectivamente a "racional" e a "sensível" -, as quais, em razão do falecimento do pai, têm de se adaptar a um estilo de vida mais modesto, em meio a uma sociedade inteiramente dirigida pelo status social.


 Já ouvi falar tanto de Jane Austen que já estava inconformada por ainda não conhecer nenhum de seus livros, famosos pelos romances femininos. Jane Austen é uma das maiores escritoras inglesas, ocupando lugar junto ao escritor William Shakespeare. Mesmo com tanto gabarito, suas obras nunca me chamaram atenção, ainda mais pelos títulos, os mais famosos: Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito, Persuasão... realmente, nenhum interesse em lê-los, parece algo do tipo auto-ajuda... Mas, de tanto ouvir sobre os livros de “Jane Austen”, o clássico dos clássicos, fui ler Razão e Sensibilidade.

 Razão e Sensibilidade relata a história de Elinor e Marianne, respectivamente a “racional” e a “sensível”. São filhas da Sra. Dashwood e também possuem uma irmã mais nova, Margaret; tiveram que habituar a um novo estilo de vida sem luxos após o falecimento do Sr. Dashwood, o que as levaram a mudar-se para um chalé.

 Achei a leitura cansativa e maçante, nada envolvente. Penso que muitos discordam de mim! Os homens, os pretendentes, não são príncipes encantados, o que me espantou pois pensava que os romances feministas de Jane Austen eram feitos para se sonharem com os homens perfeitos, rsrs. Mas, muito pelo contrário, Edward, Willoughby, coronel Brandon, são homens são indecisos, fracos, covardes, canalhas, fanfarrões ou velhos. Personagens sem muita personalidade. Em minha opinião, muito previsível.

 Elinor, a racional, dissimula seus sentimentos sempre com muito autocontrole. Já Marianne, a sensível, expressa com exagero o que sente, o que irrita bastante, crises de histeria, chorando o tempo todo, irritante mesmo. Há uma discrepância entre as duas irmãs nesse ponto notável, embora de forma que as duas se completem.

 Elas vivem em meio a uma sociedade egoísta, ambiciosa e que dá mais valor ao dinheiro e ao status do que a coisas mais necessárias, como o amor, a amizade, a união. Uma crítica ainda presente nos dias atuais.

 Mesmo com alguns pontos negativos no livro, o que achei de mais interessante ao lê-lo foi reparar os costumes e os hábitos naquela época. Relançado sempre, os livros de Jane Austen não se perdem no tempo, mesmo com descrições de lugares, trajes, paisagens e mesmo na linguagem usada próprias da época abordada. Adoro esse aspecto histórico num livro, de estar entendendo melhor sobre determinado assunto e determinada época. Até porque, afinal, clássico é sempre clássico.

Dani Côrtes

sábado, 3 de março de 2012

Diversão + conteúdo = Livros paradidáticos para quem quer aprender enquanto lê!

Livro é sempre livro. Uma viagem onde tudo é possível, é cultura, conhecimento. Apesar da polêmica envolvendo clássicos, YAs e tantos outros acredito que toda leitura independentemente do gênero, se é fantasia, para jovem ou mundialmente renomado, sempre tem muito a nos ensinar. Das mais simples á grandiosas lições. 


Ultimamente, como frisei no post anterior estou procurando focar na qualidade de minhas leituras, no sentido de ler, atenta, sem pressa, buscando absorver o quanto puder do livro, pois como já falei para mim nenhuma leitura é em vão ( diferentemente do que muitos "intelectuais" insistem em bater o pé e dizer...) E com isso, com essa nova proposta na cabeça ando querendo novos ares, ando procurando livros que realmente me divirtam e ensinem sobre determinado tema. Livros atuais ( ou não ) que poderiam ser facilmente inseridos na escola, ser paradidáticos e complementar o ensino das salas de aula, interessando os alunos e talvez levando-os a tomar o gosto pela leitura. Vamos conferir minhas dicas de livros que unem o melhor do entretenimento e aprendizado?

1) Fatos históricos -  culturas

Não sei vocês mas adoro um bom livro com um enredo antigo, marcado por fatos e épocas históricas, eles nos ensinam mais do que qualquer aula, vivemos a história realmente é bem diferente da passividade que os livros didáticos nos oferecem. Nunca me canso de viajar por livros que falam sobre 1ª e  2ª Guerra Mundial, como o nacional Apátrida, O anel de noivado, Memórias de uma gueixa, O menino do pijama listrado, também os que narram Revolução Russa; O palácio de Inverno, Sashenka, Zoya, além de livros que mergulhem em outras culturas como A cidade do sol, Princesa Sultana e outros que tratam de variados assuntos como é o caso de A resposta e O sol é para todos que trazem á tona o racismo. Eles unem o útil ao agradável, ensinam, divertem e dão ao leitor uma nova visão sobre o tema, a capacidade de vivenciá-lo. Corre e vai aprender história lendo!


2) Mitologia

Acha que mitologia é um pé no saco? Isso porque você não deve conhecer Rick Riordan! Quer aprender mitologia de forma inovadora, com literatura fantástica? Vá a livraria mais próxima e compre tudo do tio Rick! Nas série Percy Jackson e As crônicas kane as mitologias grega e egípcia estão mais vivas do que nunca e se misturam ao mundo atual, os deuses andam a solta por aí, tem filhos com mortais e esses heróis vão á escola, bebem coca cola ao mesmo tempo que enfrentam as mais loucas aventuras! De forma leve e descontraída o leitor aprende sobre duas das mitologias mais ricas do mundo e nem vê. Pode confiar, Rick é professor de mitologia, o cara realmente do que escreve. Fico pensando o quanto seria legal se eu tivesse de ler Percy Jackson ou Pirâmide Vermelha na escola, renderia discussões boas em sala de aula, todos se interessariam! Nem só de Rick se vive, Pegasus e o fogo do olimpo é outro livro recomendado á quem quer ficar craque em mitologia usando da literatura atual! Aproveite!


3) Distopia - atualidades


Sim, eu amo distopias, acho simplesmente fantástico. Pois elas abrem nossa mente e nos levam a pensar sobre o mundo de ontem, hoje e principalmente do futuro. Elas criticam seriamente a sociedade e vários de seus aspectos, totalitarismo, desigualdades, política, revoluções e etc. Livro distópico é pura atualidades mascaradas em enredos inteligentes, cheios de ação e personagens corajosos. Está aí um dos porquês de eu amar distopias, são leituras aparentemente despretensiosas que são na verdade mega ricas. Filosofia, sociologia, história, geografia tudo em um gênero só, que anda dominando mundo! Quer dicas de distópicos incríveis? Minha série queridinha Jogos Vorazes, O pacto, Delírio, Divergent, Feios, 1984, Revolução dos bichos entre outros!



4)  Clássicos


Nada de preconceito, pode ser que na escola você odiasse esses livros tão falados. Mas dê uma chance, mude seu ponto de vista, saiba que os clássicos não são tão aclamados a toa. Eles tem muito a oferecer, em geral são livros atemporais escritos á séculos atrás ( ou não) e de tão brilhantes continuam atuais. Uma ótima oportunidade de conhecer a fundo os costumes, o dia-a-dia, a mentalidade de outras épocas e entender um pouquinho mais sobre nossa vida, hoje. Além de aprofundar o conhecimento sobre vários períodos históricos. Dicas? E o vento levou,  que conta uma história de amor em plena Guerra Civil, Anna Karenina, o reflexo da preconceituosa sociedade russa antiga, Os miseráveis e sua aula sobre Revolução Francesa, Razão e Sensibilidade e os outros livros de Jane Austen que transbordam romantismo e feminismo além de títulos da renegada literatura nacional, Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Capitães de areia... que dizem tanto sobre nosso povo. Pessoal, vamos mudar e encarar o novo, leia clássicos!


5) Jovens


A juventude nunca esteve tão em alta, aliás, esse é um tema que desde sempre desperta a curiosidade de estudiosos e da população em geral. Os jovens são o futuro...  Ainda mais agora com a questão do bullyng tão discutida o tema volta a tona. Nunca foi tão fácil de se encontrar livros sobre juventude, afinal, nos últimos anos aconteceu o que muitos consideravam impossível, os adolescentes começaram a ler, devido á fantasia, ao precursor Harry Potter e aos YA books ( Young Adults - Jovem Adultos ) livros que retratam o universo do jovem, aquilo que ele gosta e vive, atualmente o YA já é um dos mais importantes ramos da literatura e ele só tende a crescer. Quer entender e conhecer mais a juventude? Fácil, basta ir a livrarias e blogs para notar a variedade de opções. Mas três livros se destacam em meio á um mar de títulos, entre eles Antes que eu vá, 13 porquês, ambos lançam a reflexão sobre o bullyng, suas razões, consequências, sobre a juventude e o que se passa por sua cabeça,  sobre o que realmente importa na vida, o valor da família, amigos. Vale a pena conferir. Outro livro interessante é o clássico Apanhador no campo de Centeio, referência quando se fala em jovem. 


Comentem e dê suas opiniões! Que outros livros poderiam complementar o ensino escolar? Que outras leituras seguem essa fórmula? Opinem! Gostaram do post? 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A literatura clássica na TV: Minissérie Capitu

E quem nunca foi obrigado a ler clássicos no colégio? Foi justamente isso que fez com que muitos começassem odiar a leitura e tudo que esteja relacionado á "clássico". Memórias de um sargento de milícia, Senhora, Iracema, O cortiço, Grande Sertão: Veredas, Dom Casmurro... Quem nunca leu? Meu primeiro contato com os clássicos não foi nada traumatizante, pelo contrário, foi amor á primeira vista. Eu estava na sexta série e por acaso fiquei sabendo de uma minissérie que a globo ia passar, inspirada num livro nacional muito famoso, assisti e logo nos primeiros minutos me apaixonei por Capitu. Logo após o fim dos capítulos, procurei o livro, li e desde aquela época Dom Casmurro é um dos meus livros nacionais preferidos. Enquanto tantos torcem o nariz, sempre enxerguei a obra com os olhos teatrais e poéticos da minissérie. E acho que o segredo de se ler clássicos é esse, uma mudança de olhar.






É justamente da mulher de olhos de cigana oblíqua e dissimulada, de Bentinho, Machado de Assis, da adaptação televisiva de Dom Casmurro que venho falar hoje. Exibida no final de 2008, a minissérie Capitu reviveu a história mais polêmica da literatura: Afinal, Capitu traiu ou não Bentinho? A adaptação tem todo um "q" teatral, que somando á excelentes interpretações, fotografia,cenários e figurinos belíssimos, uma trilha sonora e todos os detalhes minimamente pensados resultaram em uma das maiores produções da globo, senão a maior, pura arte do início ao fim.






Não vejo  televisão, porém até gosto das novelas e minisséries de época da globo, justamente por gostar coisas antigas, dentre tudo que já assisti, Capitu é minha preferida! Ela retrata o que de melhor a cultura e a televisão brasileira tem a oferecer. Ela apresenta ao grande público uma visão inovadora do livro e foi isso o que me fez apaixonar por ele, e principalmente captou a genialidade e a essência irônica  de Machado de Assis, um homem que esteve a frente de seu tempo, como já disse, minissérie é uma  obra de arte.



Apenas peço que assistam, todos, os bookaholics, os que amam clássicos, os que odeiam principalmente. Vamos dar uma chance, mudar de pensamento, tenho certeza que a minissérie Capitu, vai mudar sua opinião  sobre esse e outros livros clássicos. Vamos assistir e valorizar nossa cultura, por vezes esquecida em meio a tanta influência estrangeira. Confiram, até pela novidade de um livro adaptado para uma minissérie de TV nacional, na Globo. Um brilhante trabalho baseado numa grande obra de um autor sem igual, que  merece ser apreciado.



No Youtube vocês acham várias partes da minissérie, vale a pena procurar, mas recomendo mesmo esse site aqui, no qual baixei todos os cinco episódios completos livres de problemas. Não perde tempo e clica! Fiquem agora com vídeos, logo ali acima há um de Elephant Gun, a trilha sonora, com várias cenas da série... E outro abaixo com a primeira parte do primeiro capítulo! Confiram e depois não deixem de me contar o que acharam! Comente no post! Qual sua opinião?






Esse post faz parte do Garota Retrô, a coluna onde falo de clássicos  e tudo referente ao universo antigo, vintage.

domingo, 3 de julho de 2011

Resenha: Morro dos Ventos uivantes



Garota Retrô é uma coluna que traz livros clássicos, livros lançados a bastante tempo, livros antigos. Com resenhas,curiosidades e afins.



Autor: Emily Bronte  
Onde comprar: Submarino/ Saraiva    
Classificação: (3/5)                                                                                                                                                 
Sinopse: Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. "Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff", diz a apaixonada Cathy. O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais belas de todos os tempos, O morro dos ventos uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas.

Olá galera! Para estreiar a coluna eu trouxe hoje a resenha de Morro dos ventos uivantes. Acredito que muita gente já leu esse livro e é impossível nunca ter ouvido falar dele, é um clássico da literatura mundial e nos últimos anos vem sendo lembrando por ser citado em Crepúsculo. A ideia de ler esse livro veio depois da vontade insana de ter um dezembro de leituras românticas. Prometi para mim mesma que no último mês de 2010 eu leria quatro livros de amor, e o "Morro" estava entre eles. 
  Vou começar dizendo que gostei da narração de Sr. Lockwood e Nelly, ele o visitante e ela a governante que acompanha os personagens desde a infância é no mínimo criativa, fugiu do convencional,  deixou o início leve e me deixou curiosa  por saber quem eram os personagens que pouco a pouco iam aparecendo através da história. Basicamente Nelly  nos apresenta a uma Inglaterra do século XVIII,  dramática e rústica, nos apresenta a fazenda de Mr. Earnshaw, que um dia leva um menino de origem misteriosa para viver em sua casa. Tão amado como seus filhos verdadeiros, senão mais do que seu próprio sangue, o menino (Heatcliff), desperta a inveja e a fúria de filho mais velho de Mr. Earnshaw: Hindley, que sempre procura prejudicá-lo e humilhá-lo. Sua irmã Catherine ao contrário do irmão, gosta do pequeno odiado e desde da infância eles são descritos como inseparáveis, unha e carne,  essa amizade  mais tarde se torna amor... Com a morte de seu benfeitor, Heatcliff fica entregue a mercê de Hindley que o faz sofrer, passar por tudo de ruim, deu dó o que o torna bruto, rude, acentua suas raizes ciganas, criando uma mágoa que jamais seria destruída.Quando Catherine mesmo apaixonada por Heatcliff aceita se casar com Edgar: um vizinho rico e educado, somente porque o verdadeiro amado é ignorante,  porque não tem condições de dar-lhe uma vida de luxo, por causa do seu orgulho, Heatcliff revoltado vai embora do "Morro" e só volta dois anos depois, misteriosamente rico, com planos de vingar-se de todos aqueles que impuseram barreiras ao seu amor com Cathy.
 E esse é um resumão da obra, claro, há coisas que não revelei, para não tirar a graça. Digo apenas que se você espera um livro água-com-açucar nem se dê ao trabalho de comprar e ler. Diferentemente de vários clássicos, Morro dos ventos uivantes é a pura definição dos piores sentimentos e ações humanas: ódio, crueldade, orgulho,arrogância, brutalidade, paixão doentia... Um livro tenebroso, dramático do início ao fim, a começar pelo cenário: uma fazenda isolada do mundo, onde o clima é igual ao temperamento dos personagens: inconstante, frio, perturbado. O nome da obra não poderia ser mais apropriado, resumiu páginas e páginas em 4 palavras. Não se trata de uma comedia romântica, um romance lindo, de chorar e sonhar com o casalzinho  e sim tragédia, terror, medo, sombras. De dizer:" Hey como você é burra e arrogante Catherine!" ou "Heatcliff pelo amor de Deus cria vergonha na cara e esquece essa daí!Para de fazer maldade!" Acho que se fosse diferente o livro não seria o que é. As consequências dos atos dos personagens são determinantes, fiquei pensando o quanto as coisas porque passamos podem mudar para bem ou mal nosso destino : "E se Hindley fosse menos cruel com Heatcliff? Ele poderia ser diferente!" "E se Cathy fosse menos orgulhosa e aceitasse o amigo como seu amor? Talvez tudo poderia sido melhor para os dois! Personagens esses que acredito que ninguém quereria viver perto:  estúpidos demais, intensos demais, todos com suas próprias mágoas, vivendo em seus mundos vazios, nenhum mocinho, ou vilão: todos assumem os dois papeis. O bacana é poder ver além da casca : Hindley o  menino carente que inveja a atenção dada ao outro que não tem. Cathy uma frustrada dividida entre amor e seu verdadeiro eu e dinheiro. Heatcliff o eterno rejeitado que tenta esconder sua dor por trás da pele de um monstro. 

Não amei a leitura, não é um favorito, não encontrei o romance espetacular como todos dizem, mas me marcou: a intensidade me absorveu, passei dias lembrando da história, cantando a música do filme que a principio achei horrorosa e depois viciei, procurei coisas e  mais coisas sobre a história e digo que é um bom livro, forte. Não se assuste, você pode gostar ou não, eu gostei em partes, foi uma boa experiência literária.
 Existem filmes e adaptações para cinema e tv da obra entre elas o filme de 1920, o mais famoso que já vi um pedacinho de 1939, 1970, 1992 que deu origem ao famoso clipe Wuthering Heights e uma versão moderna da Mtv de 2003 e uma versão recente de 2009 além de telenovelas do Brasil... 

 Então é isso, gostaram do primeiro post de Garota Retrô? Voltarei com a resenha de O pacto e futuramente Pássaros Feridos. Para finalizar, encontrei umas capas legais, vejam e me falem qual é a sua preferida!  



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